O Diário de Anne Frank

Em 12 de junho de 1942, a garota judia Anne Frank ganha de presente de aniversário um diário e passa a relatar sua rotina, seus sentimentos e pensamentos. Entretanto este período comum na vida da jovem é brutalmente alterado pela guerra e suas leis antissemitas contra os judeus, os quais começaram a sofrer várias proibições que não lhes permitiam entre outras coisas: andar de carro e de transporte público, sair às ruas depois das oito da noite, ficar no quintal ou na varanda de suas casas, frequentar lugares de lazer, visitar os que eram cristãos, etc.

Com todas estas proibições Otto Frank, pai de Anne, preocupado com o rumo que a situação poderia alcançar, decide levar a família para viver em um esconderijo localizado em um anexo secreto de seu escritório. Assim, em 9 de julho de 1942, Anne sua mãe Editt e sua irmã Margot abandonam o lar e vão para o esconderijo. Durante o período em que viveram reclusos, a família foi auxiliada por alguns amigos que eram funcionários do escritório: “Papai não tinha muita gente trabalhando no escritório, só o Sr. Kugler, o Sr. Kleiman, Miep e uma datilografa de 23 anos que se chamava Bep Voskuijl, e todos estavam informados de nossa ida.” (trecho do diário)

A difícil adaptação a uma vida de limitações, o complicado convívio em meio a um clima constantemente tenso, as transformações sofridas por cada um e a angústia dos dias que se passavam cobertos de medo, uma vez que a cada barulho diferente todos temiam serem encontrados pelos nazistas e mortos a tiros, são temas recorrentes nas páginas do diário.
Em 13 de julho de 1942, mais moradores chegam ao esconderijo: o Sr. Hermann van Daan (nome verdadeiro Hermann van Pels), Petronella van Dan (Auguste van Pels) e Peter van Dan (Peter van Pels). E no dia 17 de novembro de 1942, o anexo recebe seu último morador: o dentista Albert Dussel (que na verdade se chamava Fritz Pfeffer).

Em várias passagens do diário é possível notar que Anne Frank tem uma personalidade forte e difícil, repleta de crises temperamentais e existenciais comuns a qualquer adolescente de dua idade. Todavia aos poucos ela alcança um grande amadurecimento e pautada em uma fé que não cessa, sempre constrói perspectivas para o futuro fora do esconderijo.

Entretanto, suas expectativas não se concretizam, pois infelizmente os nazistas descobrem o anexo secreto e todos seus moradores são levados para uma prisão holandesa e posteriormente para o campo Westerbork de triagem de judeus, até serem transferidos para Auschwitz. Anne Frank morreu de tifo durante o inverno de 1945 aos quinze anos de idade, no campo de concentração de Bergen-Belsen, local para onde fora enviada juntamente com sua irmã Margot.

O Diário de Anne Frank é um fiel, verídico e emocionante relato de um dos períodos mais tristes, vergonhosos, cruéis e degradantes da história da humanidade, através do olhar e das sinceras palavras permeadas de emoção de uma jovem que teve sua vida interrompida bruscamente em consequência das atitudes e ideias insanas e bárbaras de Adolf Hitler. 

                                   
O vídeo abaixo mostra como era o Anexo Secreto.
                            

2 comentários

  1. É perfeito! Um livro que deveria estar na lista de leitura das escolas. É intrigante, emocionante, além de passar uma mensagem incrível, e também dá uma aula de história de forma dinâmica e bem mais produtiva! Anne é encantadora com seu jeito determinado e revolucionário nos conquista rapidamente. Simplesmente amei o livro!

    Bjos
    entrereaiseutopias.blogspot.com.br

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    1. Olá Juliene! Também amei o livro e me emocionei muito com as palavras de Anne Frank! Obrigada pela visita! Abraços, Idianara.

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